| ANAFRANIL ANAFRANIL / ANAFRANIL SR
Cloridrato de clomipramina
Formas farmacêuticas e
apresentações
ANAFRANIL
Drágeas de 10 ou 25 mg.
Caixas com 20 drágeas.
Solução Injetável de 25
mg / 2 ml. Caixas com 10 ampolas.
ANAFRANIL SR
Comprimidos divisíveis de
liberação lenta de 75 mg. Caixas com 20 comprimidos.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
(CRIANÇAS ACIMA DE 5 ANOS)
Composição
ANAFRANIL
Cada drágea de 10 mg
contém: cloridrato de clomipramina 10 mg.
Excipientes:lactose, amido, gelatina, glicerina, talco,
estearato de magnésio, hidroxipropilmetilcelulose,
polivinilpirrolidona, dióxido de titânio, açucar
cristal, polietilenoglicol, celulose microcristalina,
óxido de ferro amarelo, copolímero de vinilpirrolidona
e vinilacetato.
Cada drágea de 25 mg
contém: cloridrato de clomipramina 25 mg. Excipientes:
dióxido de silício coloidal, lactose, ácido
esteárico, glicerina, amido, talco, estearato de
magnésio, dióxido de titânio,
hidroxipropilmetilcelulose, polivinilpirrolidona, açucar
cristal, óxido de ferro amarelo, polietilenoglicol,
celulose microcristalina, copolímero de vinilpirrolidona
e vinilacetato.
Cada ampola (2ml) contém:
cloridrato de clomipramina 25 mg. Excipientes: glicerina
e água bidestilada.
ANAFRANIL SR
Cada comprimido divisível
de liberação lenta contém: cloridrato de clomipramina
75 mg. Excipientes: dióxido de silício, fosfato de
cálcio dibásico, estearato de cálcio, eudragit,
hidroxipropilmetilcelulose, polisorbato 80, óxido de
ferro vermelho, dióxido de titânio e talco.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
As drágeas devem ser
protegidas da umidade. As ampolas devem ser protegidas da
luz. O prazo de validade está impresso no cartucho. Não
utilize o produto após a data de validade. Informe ao
seu médico se estiver grávida, amamentando ou se
ocorrer gravidez durante o tratamento. Nos casos de
amamentação, o uso de ANAFRANIL deverá ser suspenso,
uma vez que o medicamento passa para o leite materno. As
drágeas (10 e 25 mg) e os comprimidos de liberação
lenta (75 mg) devem ser ingeridos de preferência à
noite. O tratamento com ANAFRANIL não deverá ser
interrompido repentinamente sem o conhecimento ou a
orientação do médico. Siga a orientação do seu
médico, respeitando os horários, as doses e a duração
do tratamento. Durante o tratamento com ANAFRANIL,
poderão ocorrer reações desagradáveis como: secura da
boca, transpiração, prisão de ventre, distúrbios
visuais, problemas urinários; sonolência, cansaço,
aumento de apetite, tonturas, tremores, dores de cabeça;
náuseas, ganho de peso; distúrbios da libido e da
potência sexual. Ocasionalmente: vermelhidão da pele,
confusão mental, agitação, ansiedade, delírio,
fraqueza muscular; pressão baixa, aumento do número de
batimentos cardíacos, vômitos, diarréia, reações
alérgicas na pele, aumento das mamas, zumbido. Se
ocorrer qualquer reação, avise ao seu médico: ele lhe
dará a orientação adequada.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER
MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Antes do início do
tratamento com ANAFRANIL, o médico deverá ser informado
sobre a utilização, mesmo anterior, de qualquer outro
medicamento.
Deve ser evitada a
ingestão de álcool durante o tratamento.
Contra-indicações:
ANAFRANIL é contra-indicado na fase aguda do infarto do
miocárdio e a pacientes com hipersensibilidade ao
cloridrato de clomipramina ou a outros componentes da
fórmula.
Precauções: O médico
deverá ser avisado se o paciente for portador de doença
cardíaca, do fígado, dos rins e/ou das vias urinárias,
de hipertireoidismo, glaucoma, epilepsia ou de algum tipo
de tumor. Durante o tratamento a longo prazo, devem ser
feitos exames odontológicos para observação de
cáries. Devem ser feitos exames periódicos de sangue .
Nos pacientes em
tratamento, a habilidade para dirigir veículos ou operar
máquinas pode estar afetada.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O
CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA
SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico:
Antidepressivo tricíclico. Inibidor da recaptação de
noradrenalina e preferencialmente de serotonina.
Mecanismo de ação:
Acredita-se que a atividade terapêutica de ANAFRANIL
esteja baseada em sua capacidade de inibir a recaptação
neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT)
liberadas na fenda sináptica, sendo a inibição da
recaptação de 5-HT o componente mais importante dessas
atividades.
ANAFRANIL tem também um
amplo espectro de ação farmacológica que inclui
propriedades *1-adrenolítica, anticolinérgica,
anti-histamínica e anti-serotoninérgica (bloqueador do
receptor para 5-HT).
Efeito farmacodinâmico:
ANAFRANIL atua na síndrome depressiva como um todo,
incluindo-se especialmente aspectos típicos, tais como
retardamento psicomotor, humor deprimido e ansiedade. A
resposta clínica inicia-se normalmente após 2-3 semanas
de tratamento.
ANAFRANIL também exerce
um efeito específico em distúrbio obsessivo-compulsivo,
distinto de seu efeito antidepressivo. Em dor crônica,
com ou sem causas somáticas, ANAFRANIL atua
presumivelmente pela facilitação da neurotransmissão
de serotonina e noradrenalina.
Farmacocinética
Absorção
Injetável: A clomipramina
é completamente absorvida após injeção intramuscular.
Após administração intravenosa ou intramuscular
diária e repetida de doses entre 50 e 150 mg de
ANAFRANIL, atingem-se as concentrações plasmáticas do
estado de equilíbrio (steady-state) na segunda semana de
tratamento. Essas variam de <15 a 447ng/ml para
clomipramina, e de <15 a 669 ng/ml para o metabólito
ativo desmetilclomipramina.
Oral: A clomipramina é
completamente absorvida do trato gastrintestinal. A
biodisponibilidade sistêmica da clomipramina inalterada
é reduzida a cerca de 50% pelo metabolismo hepático de
primeira passagem para desmetilclomipramina. A
biodisponibilidade da clomipramina não é
significativamente afetada pela ingestão de alimentos.
Apenas o início da absorção pode ser ligeiramente
retardado e portanto o tempo para pico prolongado. As
drágeas e os comprimidos de liberação controlada são
bioequivalentes com respeito às quantidades absorvidas.
Durante a administração
oral de doses diárias constantes de ANAFRANIL, as
concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio
(steady-state) da clomipramina apresentam elevada
variabilidade entre pacientes. A dose diária de 75 mg,
administrada tanto como 1 drágea de ANAFRANIL 25 mg
três vezes ao dia, ou como 1 comprimido de ANAFRANIL SR
75 mg uma vez ao dia, produz concentrações plasmáticas
do estado de equilíbrio (steady-state) entre 20 a 175
ng/ml.
As concentrações
plasmáticas do estado de equilíbrio (steady-state) do
metabólito ativo desmetilclomipramina acompanham um
padrão similar. Contudo, a uma dose de 75 mg de
ANAFRANIL por dia, essas concentrações são 40 a 85%
mais elevadas do que as de clomipramina.
Distribuição
97,6% da clomipramina se
ligam a proteínas plasmáticas. O volume de
distribuição aparente é de cerca de 12 a 17 litros/kg
de peso corpóreo. No fluido cerebroespinhal, a
concentração é equivalente a cerca de 2% da
concentração plasmática. A clomipramina passa para o
leite materno em concentrações semelhantes às do
plasma.
Biotransformação
A maior rota de
biotransformação da clomipramina é a desmetilação
para desmetilclomipramina. Adicionalmente, a clomipramina
e a desmetilclomipramina são hidroxiladas para
8-hidroxi-clomipramina e 8-hidróxi-desmetilclomipramina,
mas pouco se conhece a respeito de sua atividade in vivo.
A hidroxilação da clomipramina e da
desmetilclomipramina estão sob controle genético
semelhante ao da debrisoquina. Em metabolizadores fracos
de debrisoquina, isso pode levar a altas concentrações
de desmetilclomipramina, enquanto as concentrações de
clomipramina são pouco influenciadas.
Eliminação
Após administração i.m.
ou i.v., a clomipramina é eliminada do plasma com uma
meia-vida terminal média de 25 h (de 20 a 40 h) ou 18 h,
respectivamente. A clomipramina administrada por via oral
é eliminada do sangue com uma meia-vida média de 21 h
(de 13 a 36 h), e a desmetilclomipramina com uma
meia-vida média de 36 h.
Cerca de dois terços de
uma dose única de clomipramina são excretados na urina,
sob a forma de conjugados solúveis em água, e
aproximadamente um terço nas fezes. A quantidade de
clomipramina inalterada e de desmetilclomipramina
excretada na urina é de cerca de 2% e 0,5% da dose
administrada, respectivamente.
Características nos
pacientes
Em pacientes idosos,
graças ao clearence (depuração) metabólico reduzido,
as concentrações plasmáticas de clomipramina em
qualquer dose administrada são maiores do que em
pacientes mais jovens. Os efeitos de insuficiência renal
e hepática na farmacocinética da clomipramina não
foram ainda determinados.
Experiência pré-clínica
De acordo com os dados
experimentais disponíveis, ANAFRANIL não possui efeitos
mutagênico, carcinogênico ou teratogênico.
Indicações
Oral e Injetável
Estados depressivos de
etiologia e sintomatologia variáveis:
* Depressão endógena,
reativa, neurótica, orgânica, mascarada e suas formas
involucionais;
* Depressão associada à
esquizofrenia e transtornos da personalidade;
* Síndromes depressivas
causadas por pré-senilidade ou senilidade, por
condições dolorosas crônicas, por doenças somáticas
crônicas;
* Distúrbios depressivos
do humor de natureza psicopática, neurótica ou reativa.
Síndromes
obsessivo-compulsivas. Condições dolorosas crônicas.
Oral
Fobias e ataques de
pânico, cataplexia associada a narcolepsia, enurese
noturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade e
desde que as causas orgânicas tenham sido excluídas).
Injetável
Fobia.
Contra-indicações
Hipersensibilidade à
clomipramina ou sensibilidade cruzada a antidepressivos
tricíclicos do grupo dos dibenzazepínicos.
ANAFRANIL não pode ser
administrado em associação ou dentro de 14 dias antes
ou após tratamento com um inibidor da MAO (ver
Interações medicamentosas). O tratamento concomitante
com inibidores reversíveis seletivos da MAO-A, como a
moclobemida, está também contraindicado. Infarto do
miocárdio recente.
Advertências
Sabe-se que os
antidepressivos tricíclicos diminuem o limiar de
convulsão; portanto, ANAFRANIL deve ser utilizado com
extremo cuidado em pacientes com epilepsia e outras
predisposições, tais como danos cerebrais de etiologia
variada, uso concomitante de neurolépticos, retirada de
álcool ou drogas com propriedades anticonvulsivas (ex.:
benzodiazepínicos). A ocorrência de convulsões parece
ser dose-dependente. Portanto, a dose diária total
recomendada não deve ser excedida.
ANAFRANIL deve ser
administrado com especial cuidado a pacientes com
distúrbios cardiovasculares, especialmente os portadores
de insuficiência cardiovascular, distúrbios de
condução (ex.: bloqueio atrioventricular graus I a III)
ou arritmias. Monitorização da função cardíaca e ECG
estão indicados em tais pacientes, assim como em
pacientes idosos.
Por suas propriedades
anticolinérgicas, ANAFRANIL deve ser utilizado com
cuidado em pacientes com história de pressão
intra-ocular aumentada, glaucoma de ângulo agudo ou
retenção urinária (ex.: doenças da próstata).
Recomenda-se cautela ao
administrar antidepressivos tricíclicos a pacientes com
doença hepática grave e tumores da medula adrenal (ex.:
feocromocitoma, neuroblastoma), nos quais o fármaco
poderá provocar crises hipertensivas.
Muitos dos pacientes
portadores de transtorno de pânico apresentam
intensificação dos sintomas de ansiedade no início do
tratamento com ANAFRANIL. Esse aumento paradoxal do
quadro de ansiedade é mais pronunciado durante os
primeiros dias de tratamento e, em geral, diminui dentro
de duas semanas.
Tem sido observada
ocasionalmente indução de psicoses em pacientes
esquizofrênicos que utilizaram antidepressivos
tricíclicos.
Têm sido também
relatados episódios hipomaníacos e maníacos durante a
fase depressiva em pacientes com transtornos cíclicos do
humor, que recebem tratamento com um antidepressivo
tricíclico. Em tais casos, pode ser necessário
reduzir-se, a dose de ANAFRANIL ou retirá-lo e
administrar um agente antipsicótico. Após diminuição
de tais episódios, pode ser retomada, se necessário,
uma terapia com baixa dose de ANAFRANIL.
Foram relatados casos
isolados de choque anafilático. Deve-se ter precaução
quando da administração de ANAFRANIL i.v.
Precauções
Antes do início do
tratamento é aconselhável verificar-se a pressão
arterial do paciente, uma vez que indivíduos com
hipotensão postural ou níveis tensionais instáveis
poderão sofrer uma queda na pressão arterial. Cautela
é também indicada em pacientes portadores de
hipertireoidismo ou pacientes em tratamento concomitante
com agentes tireoideanos, pela possibilidade de
toxicidade cardíaca.
A pacientes com doenças
hepáticas recomenda-se monitorização periódica dos
níveis das enzimas hepáticas.
Embora alterações na
contagem das células brancas sangüíneas tenham sido
relatadas apenas em casos isolados, a contagem periódica
de células sanguíneas e monitorização de sintomas
tais como febre e garganta inflamada são requeridas,
especialmente durante os primeiros meses da terapia e
durante tratamentos prolongados.
Como ocorre com outros
antidepressivos tricíclicos, ANAFRANIL somente poderá
ser administrado com terapia eletroconvulsiva sob
cuidadosa supervisão.
Em pacientes predispostos
e em pacientes idosos, os antidepressivos tricíclicos
podem induzir psicose (delírios), particularmente à
noite. Esta desaparece dentro de poucos dias após a
descontinuação do tratamento.
Risco de suicídio é
inerente à depressão grave e pode persistir até que
ocorra remissão significativa. No início do tratamento,
pode ser indicada, uma terapia combinada com
benzodiazepínicos ou neurolépticos (ver
Advertências e Interações
medicamentosas). Tem sido relatado que ANAFRANIL
está associado a menor número de óbitos após
superdosagem do que outros antidepressivos tricíclicos.
É requerido cuidado em
pacientes com constipação crônica. Antidepressivos
tricíclicos podem causar íleo paralítico,
especialmente em pacientes idosos e/ou acamados.
Antes de anestesia local
ou geral, o anestesista deve ser avisado de que o
paciente tem utilizado ANAFRANIL (ver Interações
medicamentosas).
Aumento nas cáries
dentárias tem sido relatado durante tratamentos
prolongados com anti-depressivos tricíclicos.
Verificações dentárias regulares são portanto
recomendáveis durante tratamentos prolongados.
O lacrimejamento reduzido
e o acúmulo de secreções mucóides, causados pelas
propriedades anticolinérgicas dos antidepressivos
tricíclicos, podem acarretar danos ao epitélio da
córnea em pacientes com lentes de contato.
A retirada abrupta da
medicação deve ser evitada pelas possíveis reações
adversas (vide Reações adversas).
Gravidez e lactação
A experiência com
ANAFRANIL durante a gravidez é limitada. Uma vez que
existem relatos isolados sobre uma possível correlação
entre o uso de antidepressivos tricíclicos e a
ocorrência de efeitos adversos no feto (distúrbios no
desenvolvimento), o tratamento com ANAFRANIL durante a
gravidez deve ser evitado e apenas considerado se os
benefícios para a mãe justificarem o potencial de risco
para o feto.
Recém-nascidos cujas
mães receberam antidepressivos tricíclicos até o parto
apresentaram, durante as primeiras horas ou os primeiros
dias, sintomas de retirada do fármaco, tais como
dispnéia, letargia, cólica, irritabilidade, hipotensão
ou hipertensão, tremor ou espasmos. Para se evitar a
ocorrência desses sintomas, o tratamento com ANAFRANIL
deverá, se possível, ser gradualmente descontinuado
pelo menos 7 semanas antes da data prevista para o parto.
Como a substância ativa
é excretada através do leite materno, os
recém-nascidos não deverão ser amamentados ou o
tratamento deverá ser gradualmente descontinuado durante
a fase de amamentação.
Efeitos sobre a habilidade
de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Pacientes sob tratamento
com ANAFRANIL devem ser alertados sobre a possível
ocorrência de visão embaçada, sonolência e outros
sintomas do SNC (vide Reações adversas); nesses casos
eles não devem dirigir, operar máquinas ou executar
qualquer atividade que requeira estado de vigilância. Os
pacientes devem também ser alertados de que o álcool ou
outras drogas podem potencializar esses efeitos (vide
Interações medicamentosas).
Interações
medicamentosas
Inibidores da MAO: Não
administrar ANAFRANIL por pelo menos 2 semanas após a
interrupção de tratamento com inibidores da MAO (há
risco de sintomas graves, tais como crise hipertensiva,
hiperpirexia, mioclonia, agitação, delírio e coma). O
mesmo se aplica quando da administração de um inibidor
da MAO após tratamento prévio com ANAFRANIL. Nesses
casos, o tratamento com ANAFRANIL ou com um inibidor da
MAO deverá ser inicialmente administrado em pequenas
doses e gradualmente aumentado e seus efeitos
monitorizados.
Há evidências que
sugerem que ANAFRANIL pode ser administrado 24 horas
após um inibidor reversível da MAO-A, tal como a
moclobemida; mas o período de washout (intervalo) de
duas semanas deve ser observado se um inibidor da MAO-A
for administrado após a utilização de ANAFRANIL.
Bloqueadores de neurônios
adrenérgicos: ANAFRANIL pode diminuir ou anular o efeito
anti-hipertensivo da guanetidina, betanidina, reserpina,
clonidina e alfametildopa. Pacientes que necessitem de
co-medicação para hipertensão deverão, portanto, ser
tratados com anti-hipertensivos de mecanismo de ação
diferente (ex.: diuréticos, vasodilatadores,
betabloqueadores).
Drogas simpatomiméticas:
ANAFRANIL pode potencializar os efeitos cardiovasculares
da adrenalina, noradrenalina, isoprenalina, efedrina e
fenilefrina (ex.: anestésicos locais).
Depressores do SNC: Os
antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito
do álcool e de outras substâncias depressoras centrais
(ex.: barbitúricos, benzodiazepínicos ou anestésicos
gerais).
Agentes anticolinérgicos:
Antidepressivos tricíclicos podem potencializar os
efeitos desses fármacos (ex.: fenotiazina, agentes
antiparkinsonianos, anti-histamínicos, atropina,
biperideno) nos olhos, sistema nervoso central, intestino
e bexiga.
Quinidina: Os
antidepressivos tricíclicos não podem ser empregados em
combinação com agentes anti-arrítmicos do tipo
quinidina.
Inibidores seletivos da
recaptação de serotonina: A co-medicação pode levar a
efeitos aditivos no sistema serotoninérgico. Fluoxetina
e fluvoxamina podem também aumentar a concentração
plasmática de ANAFRANIL, com conseqüentes efeitos
adversos.
Indutores de enzimas
hepáticas: Fármacos que ativam o sistema enzimático
monoxigenase do fígado (ex.: barbitúricos,
carbamazepina, fenitoína, nicotina e contraceptivos
orais) podem acelerar o metabolismo e diminuir a
concentração plasmática da clomipramina, resultando em
redução da eficácia. Níveis plasmáticos de
fenitoína e carbamazepina podem aumentar, com
conseqüentes efeitos adversos. Pode ser necessário
ajustar-se a dose desses fármacos.
Neurolépticos: A
co-medicação pode resultar em aumento da concentração
plasmática dos antidepressívos tricíclicos, redução
no limiar de convulsão e crises convulsivas. A
combinação com tioridazina pode produzir arritmias
cardíacas graves.
Anticoagulantes: Os
antidepressivos tricíclicos podem potencializar o efeito
anticoagulante de fármacos cumarínicos, pela inibição
de seu metabolismo hepático. A monitorização cuidadosa
da protrombina plasmática é portanto recomendada.
Cimetidina, metilfenidato,
estrógenos: Esses fármacos aumentam a concentração
plasmática dos antidepressivos tricíclicos; portanto, a
dosagem do agente tricíclico deverá ser reduzida.
Incompatibilidade: A
solução injetável de ANAFRANIL é incompatível com a
solução injetável de Voltaren® e/ou Cataflam®.
Reações adversas
As reações adversas são
geralmente leves e transitórias, desaparecendo com a
continuidade do tratamento ou com a redução da dosagem.
Elas não estão sempre correlacionadas com os níveis
plasmáticos do fármaco ou com a dosagem.
Freqüentemente é difícil distinguir-se certos efeitos
adversos de sintomas da depressão, tais como fadiga,
distúrbios do sono, agitação, ansiedade, constipação
e boca seca.
Se ocorrerem reações
adversas neurológicas ou psiquiátricas graves, a
administração de ANAFRANIL deverá ser suspensa.
Pacientes idosos são
particularmente sensíveis aos efeitos anticolinérgicos,
neurológicos, psiquiátricos ou cardiovasculares. A
habilidade desses pacientes em metabolizar e eliminar
fármacos pode estar diminuída, levando a risco de
concentração plasmática elevada nas doses
terapêuticas.
Estimativas de
freqüência: freqüente >10%, ocasional >1-10%,
raro >0,001-1%, casos isolados <0,001%.
Sistema nervoso central
(SNC)
Efeitos psíquicos:
Freqüentes: sonolência,
fadiga, sensação de inquietação e aumento do apetite.
Ocasionais: confusão,
desorientação, alucinações (particularmente em
pacientes idosos e em pacientes portadores da doença de
Parkinson), estados de ansiedade, agitação, distúrbios
do sono, mania, hipomania, agressividade, déficit de
memória, despersonalização, agravamento da depressão,
dificuldade de concentração, insônia, pesadelos,
bocejos.
Raro: ativação de
sintomas psicóticos.
Efeitos neurológicos:
Freqüentes: vertigens,
tremores, cefaléia e mioclonia.
Ocasionais: delírio,
distúrbios da fala, parestesia, fraqueza muscular e
hipertonia muscular.
Raros: convulsões e
ataxia.
Casos isolados:
alterações do EEG e hipertermia.
Efeitos anticolinérgicos
Freqüentes: secura da
boca, sudorese, constipação, alterações da
acomodação visual e/ou visão borrada e distúrbios da
micção.
Ocasionais: ondas de
calor, midríase.
Casos isolados: glaucoma.
Sistema cardiovascular
Ocasionais: taquicardia
sinusal, palpitações, hipotensão postural,
alterações clinicamente irrelevantes do ECG em
pacientes sem doença cardíaca (ex.: alterações da
onda T e do segmento ST).
Raros: arritmias, aumento
da pressão arterial.
Casos isolados:
distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS,
alterações PQ, bloqueio do feixe atrioventricular).
Trato gastrintestinal
Freqüente: náusea.
Ocasionais: vômito,
distúrbios abdominais, diarréia, anorexia.
Fígado
Ocasionais: elevação do
nível das transaminases.
Casos isolados: hepatite
com ou sem icterícia.
Pele
Ocasionais: reações
alérgicas na pele (erupção cutânea (rash),
urticária), fotossensibilidade, prurido.
Casos isolados: edema
(local ou generalizado);perda de cabelo; para a fórmula
injetável: reações locais após a administração
intravenosa (tromboflebites, linfangites, sensação de
queimação e reações alérgicas), .
Sistema endócrino e
metabolismo
Freqüentes: ganho de
peso, distúrbios da libido e da potência.
Ocasionais: galactorréia,
aumento do volume das mamas.
Casos isolados: síndrome
da secreção inapropriada do hormônio antidiurético
(SIHAD).
Hipersensibilidade
Casos isolados: alveolite
alérgica (pneumonite) com ou sem eosinofilia, reações
anafiláticas / anafilactóides sistêmicas, incluindo-se
hipotensão.
Sangue
Casos isolados:
leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, eosinofilia,
púrpura.
Órgãos dos sentidos
Ocasionais: distúrbios do
paladar, tinitus.
Outros
Os sintomas a seguir
ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do
tratamento ou após redução de dose: náusea, vômito,
dor abdominal, diarréia, insônia, cefaléia, nervosismo
e ansiedade.
Posologia e modo de
administração
A posologia e o modo de
administração devem ser determinados individualmente e
adaptados de acordo com a condição clínica de cada
paciente. Em princípio, deverá ser utilizada a menor
dose eficaz, devendo a dose ser aumentada com cautela,
particularmente quando o paciente for idoso ou
adolescente. Esses pacientes, em geral, apresentam uma
reposta mais acentuada a ANAFRANIL em relação com os
pacientes de idade intermediária.
Depressão, síndrome
obsessivo-compulsiva e fobias:
Via oral: Iniciar o
tratamento com 1 drágea de 25 mg, 2 a 3 vezes ao dia, ou
1 comprimido SR de 75 mg uma vez ao dia (preferivelmente
à noite). Aumentar a posologia diária gradualmente, por
exemplo, 25 mg nos primeiros dias (dependendo de como o
medicamento for tolerado) para 4-6 drágeas de 25 mg ou 2
comprimidos de 75 mg (ANAFRANIL SR), durante a primeira
semana de tratamento. Em casos graves, a posologia
poderá ser aumentada até um máximo de 250 mg por dia.
Uma vez constatada melhora nítida, ajustar a posologia
diária para um nível de manutenção entre 2 a 4
drágeas de 25 mg ou 1 comprimido SR de 75 mg.
Via intramuscular: Iniciar
o tratamento com 1-2 ampolas de 25 mg; aumentar a
posologia em 1 ampola diariamente, até que o paciente
esteja recebendo 4-6 ampolas ao dia. Após melhora no
estado do paciente, o número de aplicações deverá ser
gradualmente reduzido; ao mesmo tempo, mudar o paciente
para terapia de manutenção oral.
Infusão intravenosa:
Iniciar com 2-3 ampolas (50-75 mg) uma vez ao dia,
diluídas e rigorosamente misturadas com 250-500 ml de
solução salina isotônica ou de glicose e administradas
por meio de infusão intravenosa, durante um período de
1,5-3 horas. Durante a infusão, os pacientes devem ser
cuidadosamente monitorizados quanto aos efeitos adversos.
Atenção especial deve ser dedicada à pressão
arterial, já que pode ocorrer hipotensão postural.
Uma vez observada melhora
nítida, o tratamento com infusão deverá ser
administrado por mais 3-5 dias. Para manter a resposta ao
tratamento, o medicamento deve continuar a ser
administrado por via oral: 2 drágeas de 25 mg que, em
geral, são equivalentes a 1 ampola de 25 mg. Poderá ser
feita uma fase intermediária entre a terapia intravenosa
e o tratamento de manutenção via oral com injeções
intramusculares.
A forma injetável não é
recomendada para uso em crianças.
Ataques de pânico,
agorafobia:
Iniciar com 1 drágea de
10 mg ao dia, possivelmente em combinação com um
benzodiazepínico. Dependendo de como o medicamento for
tolerado, a posologia poderá ser aumentada até que a
resposta desejada seja obtida, enquanto se descontinua
gradualmente o benzodiazepínico. A posologia diária
requerida tem grande variação de paciente para paciente
e situa-se entre 25 e 100 mg (1 a 4 drágeas de 25 mg ou,
a partir de 50 mg). Se necessário, a posologia poderá
ser aumentada para 150 mg (2 comprimidos de 75 mg).
Recomenda-se não descontinuar o tratamento antes de
decorridos 6 meses e, durante esse período, a dose de
manutenção deverá ser lentamente reduzida.
Cataplexia acompanhando
narcolepsia:
ANAFRANIL deverá ser
administrado por via oral na dose diária de 25 a 75 mg.
Condições dolorosas
crônicas:
A posologia deverá ser
ajustada individualmente (10-150 mg ao dia),
considerando-se que o paciente pode estar recebendo
terapia com analgésicos concomitantemente (e a
possibilidade de redução da utilização de
analgésicos).
Pacientes idosos:
Iniciar o tratamento com 1
drágea de 10 mg ao dia. Aumentar gradualmente a
posologia até uma dose ideal de 30-50 mg diários, o que
deverá ser alcançado após cerca de 10 dias e, então,
mantido até o final do tratamento.
Enurese noturna:
A dose diária inicial,
para crianças com idade entre 5-8 anos é de 2-3
drágeas de 10 mg; para crianças entre 9-12 anos, a
posologia é de 1-2 drágeas de 25 mg; para crianças de
mais idade, 1-3 drágeas de 25 mg. As doses mais elevadas
deverão ser aplicadas aos casos que não respondam
adequadamente ao medicamento dentro de uma semana de
tratamento. As drágeas normalmente deverão ser
administradas em dose única após o jantar; entretanto,
no caso de crianças que urinam na cama no início da
noite, parte da dose deverá ser antecipada para cerca de
4 horas da tarde. Assim que a resposta desejada tenha
sido atingida, o tratamento deverá continuar (por 1-3
meses), com a redução gradual da dose de manutenção.
Não existem dados
clínicos disponíveis para crianças abaixo de 5 anos de
idade.
Superdosagem
Não foram relatados casos
de superdosagem com ampolas. As informações a seguir
referem-se a superdosagem com as formas orais.
Os sinais e sintomas de
superdosagem com ANAFRANIL são similares aos relatados
com outros antidepressivos tricíclicos. Anormalidades
cardíacas e distúrbios neurológicos são as principais
complicações. A ingestão acidental de qualquer
quantidade por crianças deve ser tratada como séria e
potencialmente fatal.
·Sinais e sintomas:
Os sintomas geralmente
aparecem dentro de 4 horas após a ingestão e atingem a
severidade máxima em 24 horas. Em virtude da absorção
retardada (efeito anticolinérgico), meia-vida longa e
ciclo entero-hepático do fármaco, o paciente estará em
risco por até 4-6 dias.
Os seguintes sinais e
sintomas poderão ser observados:
Sistema nervoso central:
sonolência, estupor, coma, ataxia, inquietação,
agitação, reflexos alterados, rigidez muscular,
movimentos coreoatetóides, convulsões.
Sistema cardiovascular:
hipotensão, taquicardia, arritmia, distúrbios da
condução, choque, insuficiência cardíaca e, em casos
muito raros, parada cardíaca.
Além disso, pode ocorrer
depressão respiratória, cianose, vômitos, febre,
midríase, sudorese e oligúria ou anúria.
·Tratamento:
Não existe antídoto
específico e o tratamento é essencialmente sintomático
e de suporte. Qualquer suspeito de superdosagem com
ANAFRANIL, especialmente crianças, deve ser
hospitalizado e mantido sob rigorosa supervisão por ao
menos 72 horas.
Se o paciente estiver
consciente, executar lavagem gástrica ou induzir o
vômito o mais rápido possível. Se o paciente não
estiver consciente, proteger as vias aéreas com a
colocação de um tubo endotraqueal, antes de iniciar-se
a lavagem, e não induzir vômito. Essas medidas são
recomendadas para até 12 horas, ou até mais, após a
superdosagem, já que os efeitos anticolinérgicos do
fármaco podem retardar o esvaziamento gástrico. A
administração de carvão ativado pode ajudar a reduzir
a absorção do fármaco.
O tratamento dos sintomas
é baseado em métodos modernos de terapia intensiva com
contínua monitorização da função cardíaca,
gasimetria, eletrólitos e, se necessário, medidas
emergenciais tais como terapia anticonvulsiva,
respiração artificial e ressurreição. Como tem sido
relatado que a fisostigmina pode causar bradicardia
grave, assístole e ataques, seu uso não é recomendado
em casos de superdosagem com ANAFRANIL. Hemodiálise ou
diálise peritonial não são efetivas, em função da
baixa concentração plasmática da clomipramina.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
MÉDICA. "SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA
RECEITA"
Reg. MS - 1.0068.0061
Farm. Resp.: Marco A. J.
Siqueira - CRF- SP 23.873
Lote, data de fabricação
e de validade: vide cartucho
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Av. Ibirama, 518 -
Complexos 441/3 - Taboão da Serra - SP
Inscrição no CGC n°
56.994.502/0098-62
Indústria Brasileira
Marca registrada de
Novartis AG, Basiléia, Suíça.
Fabricado de acordo com o
processo original de Novartis AG, Suíça; resultante da
fusão de Ciba-Geigy e Sandoz.
BDI 190195
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