| ANGIPRESS
Atenolol
25 mg, 50 mg e 100 mg
Comprimidos
FORMAS FARMACÊUTICAS E
APRESENTAÇÕES
Comprimidos 25 mg.
Embalagem com 20 comprimidos.
Comprimidos 50 mg.
Embalagem com 20 comprimidos.
Comprimidos 100 mg.
Embalagem com 20 comprimidos.
USO ADULTO - VIA ORAL
COMPOSIÇÕES
Cada comprimido de
ANGIPRESS 25 mg contém:
Atenolol
...................................................................................................
25 mg
Excipiente q.s.p.
......................................................................................
1 comprimido
Cada comprimido de
ANGIPRESS 50 mg contém:
Atenolol
...................................................................................................
50 mg
Excipiente q.s.p.
........................................................................................
1 comprimido
Cada comprimido de
ANGIPRESS 100 mg contém:
Atenolol
...................................................................................................
100 mg
Excipiente q.s.p.
........................................................................................
1 comprimido
Excipientes: Carbonato de
Magnésio, Amido de Milho, Gelatina, Lauril Sulfato de
Sódio, Explosol, Estearato de Magnésio
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do
medicamento: ANGIPRESS é um produto para tratamento da
hipertensão arterial, angina (dor no peito) e arritmias
cardíacas. Pertence a uma classe de produtos chamados
beta-bloqueadores.
Cuidados de armazenamento:
Conservar ao abrigo do calor e da umidade.
Prazo de validade: desde
que sejam observados os cuidados de armazenamento,
ANGIPRESS apresenta prazo de validade de 60 meses. Não
utilize o produto após o vencimento do prazo de
validade.
Gravidez e lactação:
Informar ao médico ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento. ANGIPRESS não é recomendado durante a
gravidez e lactação.
Cuidados de
administração: Siga a orientação do seu médico,
respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Interrupção do
tratamento: Não interromper o tratamento sem o
conhecimento do seu médico. A interrupção da
terapêutica com um beta-bloqueador deve ser gradativa.
Pacientes com doença arterial coronariana devem ser
advertidos contra a interrupção abrupta da medicação.
Reações adversas:
Informar ao médico o aparecimento de reações
desagradáveis. Os efeitos adversos mais comuns incluem:
frio nas extremidades, fadiga muscular e bradicardia (
diminuição da frequência cardíaca para menos que 60
batimentos por minuto), vermelhidão da pele e olhos
secos. Entretanto, a incidência destes efeitos é
pequena e, na maioria dos casos, os sintomas desaparecem
com a interrupção do tratamento.
"TODO MEDICAMENTO
DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS."
Ingestão concomitante com
outras substâncias: Informe seu médico caso esteja
tomando alguma outra medicação. Nenhum outro
medicamento deve ser tomado sem o consentimento de seu
médico.
Contra-indicações e
precauções: Não tome o remédio se você tiver asma,
bronquite ou apresentar alteração grave que reduza a
frequência cardíaca (a menos que sejam portadores de
marcapasso artificial); no choque cardiogênico e
portadores de insuficiência cardíaca descompensada.
ANGIPRESS não deve ser
administrado a crianças.
"NÃO TOME REMÉDIO
SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA
SUA SAÚDE."
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
MODO DE AÇÃO
ANGIPRESS é um
beta-bloqueador cardiosseletivo, ou seja, age
predominantemente bloqueando os receptores B1 que se
situam principalmente nas fibras miocárdicas,
apresentando menor ação sobre os receptores B2
(localizados na musculatura lisa dos brônquios e dos
vasos periféricos). Apresenta, portanto, menor
possibilidade de efeitos adversos quando comparado aos
beta-bloqueadores não-seletivos em pneumopatas
crônicos, asmáticos, fumantes, portadores de
vasculopatias periféricas e diabéticos. Entretanto,
este efeito preferencial não é absoluto, pois em altas
doses, a cardiosseletividade não é observada.
ANGIPRESS não possui
atividade simpatomimética intrínseca, nem atividade
estabilizadora de membrana. Estudos em animais indicam
que apenas quantidades desprezíveis de atenolol cruzam a
barreira hematoencefálica. É provável que a ação do
ANGIPRESS na redução da freqüência e contratilidade
cardíacas faça com que ele seja eficaz na eliminação
ou redução de sintomas de pacientes com angina.
Farmacocinética
No homem, a absorção de
uma dose oral é rápida e consistente, porém
incompleta. Aproximadamente 50% da dose oral é absorvida
pelo trato gastrintestinal e o restante é excretado
inalterado pelas fezes. Os picos plasmáticos ocorrem
após 2 a 4 horas da administração. Sua longa meia-vida
plasmática permite a terapêutica em dose única diária
na maioria dos pacientes. Em virtude de sua alta
cardiosseletividade, ANGIPRESS pode ser usado com sucesso
em pacientes com alterações respiratórias que não
toleram betabloqueadores não-seletivos. Sua meia-vida
plasmática (aproximadamente 6 horas) pode se elevar na
presença de comprometimento renal grave, uma vez que os
rins são sua principal via de eliminação. Sua
ligação às proteínas plasmáticas é baixa
(aproximadamente 3%).
INDICAÇÕES
No tratamento da angina de
peito e no infarto agudo do miocárdio. No controle da
hipertensão arterial e de certas arritmias cardíacas.
Na profilaxia da enxaqueca.
CONTRA-INDICAÇÕES
ANGIPRESS não deve ser
administrado em pacientes portadores de bradicardia
sinusal e bloqueio átrio-ventricular de 2º ou 3º graus
(a menos que sejam portadores de marcapasso artificial).
No choque cardiogênico e portadores de insuficiência
cardíaca descompensada.
ANGIPRESS também é
contra-indicado para pacientes que possuam
hipersensibilidade conhecida a quaisquer dos componentes
da fórmula.
PRECAUÇÕES
ANGIPRESS não deve ser
administrado a pacientes com insuficiência cardíaca
descompensada, podendo ser introduzido com cuidado após
a sua compensação. Se durante o tratamento com
ANGIPRESS aparecer insuficiência cardíaca congestiva,
este produto deve ser temporariamente suspenso até que a
insuficiência cardíaca tenha sido controlada.
Uma das ações
farmacológicas de ANGIPRESS é diminuir a freqüência e
a força de contração do coração. Nos raros casos em
que sintomas desagradáveis forem atribuídos à
freqüência cardíaca baixa, a dose de ANGIPRESS pode
ser reduzida. ANGIPRESS pode mascarar a taquicardia que
ocorre com a hipoglicemia em pacientes diabéticos.
Porém, as outras manifestações como a sudorese e
tonturas não são significativamente alteradas.
ANGIPRESS age
predominantemente sobre os beta-receptores cardíacos
(B1) e, portanto, pode ser utilizado em baixas doses e
com os devidos cuidados em portadores de doenças
crônicas obstrutivas das vias aéreas. Todavia, em
pacientes asmáticos pode ocorrer um aumento da
resistência das vias aéreas. Em portadores de doença
cardíaca isquêmica, do mesmo modo que com qualquer
agente betabloqueador, o tratamento não deve ser
interrompido abruptamente.
Deve-se ter cautela ao se
administrar conjuntamente com agentes antiarrítmicos
classe 1, como a disopiramida. Deve ser usado com cautela
quando administrado conjuntamente com o verapamil em
pacientes com função ventricular comprometida ou com
anormalidades de condução.
Como ocorre com qualquer
droga betabloqueadora, pode-se decidir suspender a
administração de ANGIPRESS antes de uma cirurgia. Neste
caso, a última dose de ANGIPRESS deve ser administrada
48 horas antes do início da anestesia. Se por outro lado
for decidido continuar o tratamento, deve-se tomar
cuidado ao usar agentes anestésicos tais como éter,
ciclopropano e tricloroetileno. Se ocorrer dominância
vagal, esta pode ser corrigida pela injeção de 1 a 2 mg
de atropina por via intravenosa.
Bradicardia excessiva pode
ser tratada pela administração intravenosa de 1 a 2 mg
de atropina, seguida, se necessário, por um
beta-estimulante como isoprenalina 25 µg ou
orciprenalina 0,5 mg administrado lentamente na veia.
Deve-se tomar cuidado para que a pressão sanguínea não
caia demais caso a dose de beta-estimulante tenha que ser
aumentada.
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
O atenolol pode causar
dano fetal quando administrado a mulheres grávidas,
embora possa ser benéfico em certas situações como
risco de vida ou falha com outros tratamentos
anti-hipertensivos. Ele atravessa a barreira placentária
e aparece no sangue do cordão umbilical. Sua
administração iniciada no 2º trimestre de gestação
tem sido associada com o nascimento de crianças pequenas
para a idade gestacional.
O atenolol é excretado no
leite materno e bradicardias clinicamente significativas
têm sido relatadas em crianças em fase de lactação.
Deve-se avaliar riscos e benefícios quando da
utilização de atenolol durante a gravidez.
Crianças prematuras ou
aquelas com comprometimento da função renal tem uma
probabilidade maior de desenvolver efeitos colaterais.
INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
Drogas depletoras de
catecolaminas (ex. reserpina) podem apresentar um efeito
aditivo quando administradas com agentes
beta-bloqueadores, podendo ocorrer hipotensão e/ou
bradicardia significativa acompanhadas de vertigem,
síncopes ou hipotensão postural.
Antagonistas de cálcio
também podem apresentar efeito aditivo quando associados
ao uso de ANGIPRESS (vide precauções).
Se um agente
beta-bloqueador for co-administrado com clonidina, este
deve ser retirado gradualmente vários dias antes da
suspensão gradual da clonidina. Na substituição da
clonidina por beta-bloqueadores, a introdução destes
deve ser realizada vários dias após a interrupção da
clonidina. Estas precauções devem ser tomadas pois os
beta-bloqueadores podem exacerbar a hipertensão rebote
que ocorre com a retirada da clonidina.
As informações sobre o
uso concomitante de atenolol e aspirina são limitadas.
Dados de muitos estudos clínicos (TIMI II e ISIS 2) não
sugerem nenhuma interação entre a aspirina e
beta-bloqueadores no infarto agudo do miocárdio.
Quando em uso de
beta-bloqueadores, pacientes com história de reações
anafiláticas a uma série de alérgenos podem apresentar
uma reação mais importante de menor resposta às doses
habituais de epinefrina (usada no tratamento de crise
alérgica).
REAÇÕES ADVERSAS
Em estudos clínicos, os
efeitos colaterais atribuídos à atividade
farmacológica do atenolol incluem frio nas extremidades,
fadiga muscular e, em casos isolados, bradicardia.
Distúrbios do sono do tipo observado com outros
beta-bloqueadores raramente foram relatados com
ANGIPRESS. Têm havido relatos de "rashes"
cutâneos e/ou olhos secos associados ao uso de
beta-bloqueadores. A incidência é pequena e, na maioria
dos casos, os sintomas desaparecem com a suspensão do
tratamento. Interrupção da terapêutica deve ser
considerada se este tipo de reação, quando ocorrer,
não puder ser explicado por outra causa. A interrupção
da terapêutica com um beta-bloqueador deve ser
gradativa.
POSOLOGIA
As posologias recomendadas
estão baseadas na análise de ensaios clínicos,
cabendo, todavia, ao médico assistente estabelecer a
posologia adequada a cada paciente. Em geral,
recomenda-se utilizar de 25 mg (dose mínima eficaz) a
100 mg em dose única diária.
O atenolol pode ser usado
sozinho ou em associação com outros agentes anti-
hipertensivos como diuréticos tipo tiazídicos,
hidralazina e alfametildopa (com relação às outras
classes de anti-hipertensivos, vide interações
medicamentosas).
Devido à sua meia-vida
plasmática, o atenolol pode ser utilizado em dose única
diária em grande número de pacientes, mas pode ser
necessário o fracionamento da dose total ou duas tomadas
diárias caso não se obtenha o efeito desejado no
momento do vale.
Na hipertensão, estudos
demonstram que doses diárias maiores que 100 mg não
parecem produzir efeitos adicionais. Porém, no controle
da angina, alguns pacientes podem necessitar de doses de
200 mg/dia.
Crianças: Não há até o
momento experiência pediátrica com ANGIPRESS e, por
este motivo, não se recomenda a sua administração a
crianças.
Idosos: As dosagens podem
ser reduzidas, especialmente em pacientes com função
renal comprometida.
Insuficiência Renal: Uma
vez que ANGIPRESS é excretado por via renal, a dose deve
ser ajustada nos casos de insuficiência renal grave .
Numa velocidade de filtração glomerular superior a 35
ml/min/1,73 m2 (normal varia de 100 a 150 ml/min/ 1,73
m2) não ocorre acúmulo significativo de ANGIPRESS.
Pacientes em hemodiálise devem receber dose suplementar
após cada sessão de diálise e isto deve ser feito sob
supervisão hospitalar, uma vez que quedas acentuadas de
pressão sanguínea podem ocorrer.
SUPERDOSE
Os sintomas predominantes
descritos após superdosagem com atenolol são: letargia,
tonturas, perda do controle respiratório, pausa sinusal
e bradicardia.
Também são esperados os
efeitos encontrados com a superdosagem de qualquer agente
beta-bloqueador como: insuficiência cardíaca
congestiva, broncoespasmo e/ou hipoglicemia.
O tratamento da superdose
deve visar, inicialmente, a remoção de qualquer
quantidade da droga ainda não absorvida através da
indução de vômitos, lavagem gástrica e/ou
administração de carvão ativado.
O atenolol pode ser
removido da circulação por hemodiálise.
As demais medidas a serem
instituídas visam o controle dos efeitos produzidos pela
droga e devem ser orientadas pelo médico, podendo
incluir:
- no controle da
bradicardia, o uso de atropina intravenosa ou
isoproterenol;
- em casos refratários e
no bloqueio átrio-ventricular de 2º e 3º graus, o uso
de estimulação artificial pode estar indicada.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
MÉDICA
MS-1213.0024
Resp.Técn.Farm.: Dr.
L.A.Maschietto - CRF-SP. 3544
Nº do lote, data de
fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
Laboratórios
Biosintética Ltda.
Rua Dr. Mário Augusto
Pereira, 91
Taboão da Serra - SP
CNPJ nº
53.162.095/0001-88
Indústria Brasileira
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